Derivado&Etc

Caduca a opinião do povo quando este não se manifesta.

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Derivado do excesso carnal a meu dispor , neste jazigo sem fim , requintado por sinal, suo entre curvas trepadeiras, devoradoras da minha inócua vontade de permanecer.

Hoje sei que ele se aproxima e que por mais que a cortina tape eu não vou temer, vou continuar por cima, cavalgando a um ritmo crescente, como nos velhos tempos. Sons imperceptíveis recriam a situação, o desejo foi maior e a vontade proliferou , sacudi e continuei. Agora era a preferida dela. Nunca a expressão “tens o Mundo a teus pés” se acentuava tão bem, era literalmente ao contrário que a cena rolava e quando eu olhava para baixo.. e quando eu olhava para baixo, ai aí sim eu sentia o que se estava a passar nesse mundo. eram meros desvios da minha parte do ofício, porque naquela, a preferida dela, trabalhavam os dois “e se trabalhavam”, pensava eu enquanto retomava a ‘base’.

Que delicia, saborosa e suculenta.. já não sabia o que isso era. Porque que não fazíamos  há tanto tempo, mesmo ? Não tive resposta, os imperceptíveis sons aumentaram e eu creio que basta. para mim basta . Vidrada que estava era melhor nem ligar. Todos sabem que recordar é viver não é ?

Um estímulo cria um ritmo, estimulado a passo desenfreado. Perdem-se coordenadas, mas as mãos mantém-se fortemente agarradas no movimento de oscilação. Não me recato, deixo os cinco dedos marcados , esboço o metafórico sorriso de quem ainda tem muito para dar, afinal de contas, ainda conhecia os cantos a casa.

Jogávamos contra o tempo. Ele ia aparecer e por mais que eu dissesse que não ia temer, instintivamente perturbava a acção.  Aos poucos a fadiga tomava conta de nós, a maratona tinha fim à vista e ninguém parecia disposto a ceder. A essência olfactiva propagava-se , bem como fluídos, húmidos, mais que muitos.

Um feixe de luz invade o espaço que eu fazia por tudo para esquecer. Os meus sentidos não eram já só corporais, a atenção despertou. Parar não adiantaria, o mal estava feito e o prazer satisfeito. Alguém vinha na nossa direcção.

Não o dou a entender a quem me satisfaz. Pura heresia. Uma dicotomia de ser, dividido entre o prazer momentâneo e a parte intelectual. Podia ter partido, mas decido ficar para o meu juízo final.

O Rei chegou.

“Ninguém precisa de saber”

É sempre bom viver quase na transparência !

Na verdade, sempre funcionei bem como apêndice de alguém mas se calhar não sei

Peace.

Na Gruta

Acredito que não seja unânime mas não há nada como gostarmos da nossa própria companhia.

Estou sentado a olhar para o mar – numa das pausas que tiro para mim – e dou mais uma vez por mim a pensar nas viagens que fiz sozinho.

Tudo aquilo que nos chama a atenção: os interesses, a conjugação entre o fascínio, o medo e a descoberta.  Gosto sempre de arriscar.

Procurava concluir as ideias enquanto via uma onda levantar, seguir o raciocínio que já nem sempre é fácil e passa um avião com uma declaração de amor (no momento certo, quem sabe).

Viajar é como foder alguém que amamos.

Como nunca, meu bem

Lutar a nosso favor!

Bom dia pessoas, ou tentativas disso.

Gregar Psicoses

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Fast Food

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As pessoas já não se preservam. Não há o culto de o fazer, não com o corpo. Esse é cada vez mais exposto em redes sociais, confunde-se sedução com exposição. Desvalorizado e banal é tudo o que se torna, só mais um.

Pessoas com valor descaracterizam-se como paisanas.

Cada um sente à sua maneira

Mexe comigo.

Por tanto pensar sei que de mim não posso sair.

Nada pode ser pedido ou retocado,
Às vezes tento o silêncio
Mas nem ele é acatado.

Grito,
A cada suspiro dado.
Ninguém o ouve,
Fantasia do coitado.

Pensativo,
Vivo enfrascado
O fio condutor parece dissimulado.
Quero exprimir o que sinto,
Ficar, criar um vinco
Antes que a chama tenha apagado.